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Velha infância- Poesia

Em alguns devaneios da alma, ainda sigo Onde está a velha infância?  Se perdeu, antiga criança? Em breve, saberei o perigo. Quantas dúvidas há em nossa mente? Repasso, contagem, entrementes, E uma velha roupagem na lente Lá pelas tantas, pode nos fazer doentes. Velha infância, velha infância  Onde está sua essência?  Tanta decência Pode ter matado a esperança. Esperança de dias melhores Queda de dores internas Alinhadas pelo ego das cavernas Sustentadas pelo âmago dos bastidores.... Velha infância, velha infância  Peço que não me abandone Pois, dentro desse Pantone Ainda hão muitas cores de alternância.

Pela janela ...

 Pela janela da condução vejo ruas Algazes, plataformas, assaltos Mas também vejo agulhas lá no alto E sinceramente..... É cada um na sua. Pela janela vejo amores Imperfeitos,como círculos Criados pela mão de boiadeiro Vagando pelas estradas com seus sabores.... Pela janela vejo erros Sinceros como a luz da manhã Pregados pela flor do amanhã Que aos berros, sente... Sente, não apenas a janela Mas os reclusos que nela passam Confusos, se perdem Como a bela aurora que adormece. .. Janela, não se quebre tão cedo Pois, apesar de limitar certas coisas  Ainda me protege das ondas do mar E eu não fico com tanto medo. Medo, meu parceiro Não se desespere com meus atos Em vida , tenho o sulfato Que me permite escolher primeiro. Escolha que Atiça E em breve, Será apenas uma premissa .....